Interruptor diferencial residual: o que é, aplicações e mais

O interruptor diferencial residual se destaca entre os aparelhos de proteção elétrica mais importantes para evitar que o seu circuito e as pessoas em seu ambiente sofram com problemas causados por fugas de corrente.

Assim, compreender mais sobre esse dispositivo é indispensável para compor um sistema promissor, eficiente e confiável. Quer entender melhor sobre esse mecanismo e como ele funciona? Então, acompanhe o guia da Conduscamp e entenda tudo sobre o interruptor diferencial residual!

O que é o dispositivo diferencial residual (DR)?

Um interruptor diferencial residual (DR) é um aparelho para proteção elétrica que desliga o circuito de forma automática sempre que detectar uma fuga de corrente. Dessa forma, as pessoas estão protegidas contra choques elétricos ou incêndios causados caso ocorram falhas no isolamento dos condutores.

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Por isso, o DR precisa ser instalado nos circuitos de banheiros, cozinhas e áreas externas. Esses ambientes exigem mais cuidado justamente porque existem maiores chances de haver contato com eletricidade, o que pode ser fatal caso existam fugas de corrente. Segundo a NBR 5410, seu uso é obrigatório em instalações elétricas residenciais e comerciais.

Como funciona o dispositivo diferencial residual?

O interruptor diferencial residual funciona com base no monitoramento da corrente elétrica que entra e sai do circuito. Após isso, tem-se 3 fases de atuação: o estado normal, a detecção de fuga de corrente e a atuação. Como são fases extremamente decisivas, cabe conferir cada uma delas para você compreender a aplicação do aparato.

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Estado normal (sem fuga de corrente)

No estado normal, o DR permanecerá ligado e permitirá o funcionamento do circuito sem qualquer alteração. Essa fase acontece quando a corrente que entra pelo condutor fase é igual à corrente que retorna pelo neutro, indicando que o sistema elétrico está seguro.

Detecção de fuga de corrente

A detecção da fuga de corrente pode ser detectada pelo DR, independente se a diferença for desviada para o solo ou para alguma parte metálica. Com isso, é preciso ultrapassar o limite aceitável de fuga para que o interruptor diferencial residual passe a atuar.

Atuação e desligamento

Toda a atuação e desligamento do circuito elétrico serão efetuados pelo DR, caso a corrente passe do valor aceitável. Esse desligamento ocorre em milissegundos a fim de evitar choques elétricos graves, além de exigir que o circuito seja reativado manualmente para assegurar a correção da falha.

Vale mencionar que o DR não consegue proteger contra os curtos-circuitos ou sobrecargas no circuito. Devido a isso, o aparelho precisa ser utilizado em conjunto com disjuntores termomagnéticos para garantir a melhor proteção ao seu sistema elétrico.

Tipos de dispositivo diferencial residual (DR)

Os tipos de DR podem ser o puro, com proteção contra sobrecarga, de classe AC e alguns outros. Cada um desses tipos vai variar conforme o princípio de funcionamento e sensibilidade, exigindo uma compreensão adequada para você escolher o ideal, portanto, acompanhe a seguir as principais características de cada um deles!

  • DR puro (IDR – interruptor diferencial residual): um DR Puro é aquele que somente atua contra fugas de corrente. Dessa forma, ele não oferece proteção contra sobrecargas e nem curto-circuito, exigindo que você o instale com um disjuntor termomagnético para assegurar a proteção completa do sistema. O DR Puro, portanto, costuma ser aplicado em instalações residenciais e comerciais;

  • DR com proteção contra sobrecarga (DR+disjuntor): o DR com proteção contra sobrecarga consegue detectar fugas de corrente e proteger contra curto-circuito e sobrecargas simultaneamente. Desse modo, esse aparelho é a escolha ideal para instalações que precisam de uma proteção mais eficaz e integrada;

  • DR classe AC: consegue detectar fugas de corrente alternada (CA). Por tratar diretamente a CA, esse tipo de DR é aplicado nos circuitos tanto de residências como de comércios e de outros circuitos que possam sofrer alterações na forma da onda senoidal;

  • DR classe A: com o modelo, você pode ter a detecção das fugas de corrente alternada juntamente com a corrente contínua pulsante (CC). Por isso, esse tipo de interruptor diferencial residual pode ser aplicado para os equipamentos eletrônicos mais modernos, como os inversores de energia e eletrodomésticos mais avançados;

  • DR classe B: detecta as fugas de corrente alternada e corrente contínua pura. Devido a isso, a sua aplicação ocorre principalmente tanto nos circuitos elétricos de aparatos industriais quanto nos veículos elétricos.

Como escolher o DR adequado?

Para escolher o DR adequado, você precisa avaliar muitos critérios, como a sensibilidade do interruptor diferencial residual, a corrente nominal e o número de polos. Observe abaixo os detalhes de cada critério essencial para você selecionar o seu equipamento ideal!

Sensibilidade do DR (corrente residual nominal – IΔn)

A sensibilidade do DR é responsável por informar qual o valor da corrente de fuga necessária para acionar o aparelho. Para saber qual escolher, você deve observar as características e riscos elétricos do seu ambiente. De modo geral, 30 mA protege contra choques elétricos nas áreas residenciais e comerciais, enquanto de 100 mA até 300 mA protege incêndios elétricos nas grandes instalações industriais.

Corrente nominal (A)

A corrente nominal (A) é a medida do DR que informa o valor da corrente que o aparelho suporta sem ter risco de danos. Assim, você precisa selecionar o DR cuidadosamente conforme as questões elétricas do seu ambiente. Para exemplificar, os que possuem 40A são utilizados em circuitos residenciais pequenos, enquanto os de 63A são para os circuitos comerciais ou maiores.

Número de polos

O número de pólos do DR é essencial para que você possa conectar os cabos correspondentes às características do circuito elétrico do seu ambiente. Logo, o DR Monofásico (2 polos) é indicado para redes entre 127V ou 220V.

Para o DR Bifásico (2 polos), a indicação é que se utilize esse tipo em redes de 220V que possuam duas fases. O DR Trifásico (4 pólos), por sua vez, é indicado para as redes entre 220V e 280V que sejam trifásicas.

Onde o DR deve ser instalado?

O DR deve ser instalado logo no quadro de distribuição com o auxílio de um profissional qualificado para garantir o maior cuidado possível com a instalação do aparelho. Além disso, existem alguns ambientes em que é obrigatório o uso do aparato, como citados na lista abaixo:

  • Banheiros e cozinhas: risco elevado de contato com água;

  • Áreas externas: jardins, piscinas e varandas;

  • Ambientes industriais: máquinas com estrutura metálica conectada à rede elétrica.

Mesmo que a NBR 5410 obrigue o uso do interruptor diferencial residual nos circuitos citados acima, o ideal é que a instalação do aparelho esteja presente em qualquer rede elétrica. Desse modo, garante-se maior segurança para as pessoas e para os aparelhos conectados.

Como instalar um dispositivo diferencial residual?

A instalação segura do DR ocorre quando se conta com um eletricista especializado e se utilizam os padrões estabelecidos pela NBR 5410. Com isso, pode-se garantir uma maior eficácia na instalação e diminuir as chances de falha na atuação do aparato quando for exigido.

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Passo a passo para instalação

Para facilitar a sua instalação do DR, seguem as etapas cuidadosamente explicadas abaixo. Acompanhe e aprenda como ocorre a instalação do aparelho:

  1. Desligue a energia elétrica no quadro geral de distribuição;

  2. Escolha a posição correta no quadro elétrico, sempre antes dos disjuntores dos circuitos protegidos;

  3. Conecte os fios fase e neutro ao DR, seguindo as indicações do fabricante;

  4. Teste o DR pressionando o botão de teste (T). Se o dispositivo desarmar, está funcionando corretamente;

  5. Rearme o DR e ligue os circuitos para verificar a operação.

Vale reforçar que a instalação precisa ser feita por um eletricista qualificado. Com ele, você terá mais certeza de que o aparelho terá a segurança adequada e que a instalação seguirá as normas exigidas para o melhor uso possível.

Teste e manutenção do DR

Teste e manutenção do DR são passos cruciais, pois, além de verificarem se o aparelho está funcionando corretamente, essas atividades podem identificar potenciais problemas no DR. Por isso, observe abaixo o detalhamento de cada passo para garantir a melhor forma do seu equipamento.

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Como testar o DR?

O teste do DR começa quando você pressiona o botão de teste (simbolizado com a letra “T” no dispositivo). Se o DR desarmar imediatamente, ele vai interromper o fluxo de energia elétrica, o que indica que o aparelho está em ótima condição. Caso isso não aconteça, o interruptor diferencial residual está com defeito e deve ser trocado.

Sinais de falha no DR

Identificar os sinais de falha no DR é indispensável para detectar previamente problemas no aparelho. Os principais são o desarmamento do DR sem nenhum motivo, o botão de teste não desarmar o circuito ou quando o DR não rearma mesmo depois da verificação da instalação elétrica.

De modo geral, o DR é um aparato essencial para proteger o seu ambiente contra choques elétricos e incêndios provocados por fugas de corrente. Com todo seu funcionamento baseado em desligar o circuito ao detectar as fugas de corrente, o aparelho é utilizado em diferentes áreas com risco elétrico, como os banheiros, cozinhas e áreas externas.

Os diferentes tipos de DR, como o AC, A e B, são utilizados em diferentes aplicações, além de poderem ser aplicados em conjunto com disjuntores termomagnéticos para fornecerem uma proteção mais completa. Com os testes executados regularmente, pode-se assegurar que o aparelho esteja na melhor forma possível para atuar.

Esperamos que, por meio deste guia, você tenha entendido o que são os interruptores diferenciais residuais e que todas as suas dúvidas sobre o assunto tenham sido esclarecidas. Para continuar informado sobre aparelhos elétricos, leia também nosso post sobre instrumentos de medida elétrica e entenda tudo sobre o assunto!

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